O clarão, o som,
Dar-se conta de que respira o refrescar da manhã.
Manhã umedecida pela chuva da madrugada.
O frescor que se confunde ao mentol.
Enquanto as motos roncam e os carros buzinam,
Os ovos fritam.
E dou-me conta de toda a minha sorte.
Todo perdão e amor,
Todo esquecimento.
Não é incrível?
Ser tão ruim e maldoso
E ainda assim desfrutar das manhãs mais belas,
Dia a dia, impunemente.
Comendo ovos, bebendo café,
Como sempre aconteceu e há de acontecer.
Por ofício ou por esporte,
O sol segue a subir e a manhã a se findar.