Olha, a nuvem preta no céu
Esgueirando os olhares do chão
Chuva que começa a cair
Limpando o ar do sertão
Da poeira chutada por pés
Vem, vem ver o gado beber
Deixa crescer plantação
Deixa sorrir o barão
Que deixa beber os malês
De águas que rolam no chão
De nuvens que pairam no céu
Rolam em contramão
Desmanchando papéis
Eis, o tropel do povo outra vez
Que põe peneiras ao sol
Quem sacrificou alazão
Agora persegue a maré
Chora, enxada que espera de pé
Encostada naquela estação
De um dono que partiu
Sem levar seu coração
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