Outras Vidas

Seja refém, meu amor
Não tentes controlar.
Que sentimentos geminam
De mansinho, devagar.

E quando menos tu esperas,
Amor, vou te esperar.
E no teu controle,
Vais correr, deprimir,
Vais fugir, eu vou deixar.

Te esperarei noutra vida,
Tal qual já tivemos.
Vivemos, amamos,
Várias vezes morremos.

Renovamos, meu amor,
Meu amor por você.
Ao reviver sem saber
Quem és, quem foste,
Bastaria ser meu.
Não importa saber o que querias
Em vidas vividas, vazias, perdidas de você.

Sem querer controlar
Teus trejeitos, teu cheiro, teu cabelo,
Você por inteiro, a me encantar.

Teu espírito, que tragédia,
A tragédia que eu queria,
A rotineira magia
Ombro a ombro, ao seu lado, de acordar,
Dia a dia, vivendo todas as vidas.

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