Em tempestade coleciono os pingos
nos baldes e garrafas.
Não me importo de me molhar.
Levo estas pequenas chuvas
cristalinas, e agora calmas
por entre estradas e túneis.
Sigo devagar, deixando o rastro de minha jornada seco.
Com todas as preciosas gotas ainda envasadas.
No fim do caminho, munido de meus potes,
enfrento a areia. Penetro o horizonte.
Rasuras brancas, gaivotas, nuvens
Todas espelhadas na calmaria,
E quando enfim a água invade meus tímpanos
Sei que naquele silêncio circulam
gotas que apanhei.
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Pingos