Casulos Cinzentos

A branca flor das favelas 
E fascínios seus
Falenas, monarcas e morfos
Perseguem os morros
A se afugentar

Todas criadas por um mesmo deus
Seguem confusas
Por flores brancas
Sem seu olhar,
Cinzento.

Por suas costas, sob seu clarão
Escondem as flores ao sufocar
Pétalas submersas
Confundem asas, cores, falenas, monarcas, morenas
Pétalas de um só enxame a murchar

Entre galhos e becos
Morfos pirralhos pecam
Ao se encasular
Prendidos aos troncos, perdidos no tempo
Parasitas, a se transformar

Galhos põem-se a beber
Casulos coloridos
Se acinzentam ao luar
E no clarão do dia se vê
Asas brancas, desabrochar.

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